Mãe que matou filhos de 1 e de 5 anos asfixiados e abandonou corpos no Paraná: o que se sabe sobre o caso
08/11/2026
(Foto: Reprodução) Mãe confessa assassinato de filhos de 1 e 5 anos em Itambaracá
Os corpos de duas crianças, de 1 e 5 anos, foram encontrados dentro de um carro estacionado próximo à ponte entre Bandeirantes e Itambaracá, no Norte Pioneiro do Paraná. A mãe delas, Franciele Gawleta, foi presa em flagrante.
De acordo com o delegado Denner Roque, da Polícia Civil (PC-PR), a mulher confessou a ele, na delegacia, ter asfixiado os filhos.
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Agora, o caso está sob sigilo.
Confira nessa reportagem o que se sabe sobre o crime:
Trajeto feito pela mãe
Áudios enviados a familiar
Como crianças foram encontradas
Prisão e confissão
Briga pela guarda dos filhos
O que a defesa da mãe diz
Trajeto feito pela mãe
INFOGRÁFICO: rota feita pela mãe que confessou ter assassinado os filhos, no Paraná.
Arte g1
Franciele e os filhos viviam em Arapongas, no Norte do Paraná. A polícia apurou, até o momento, que ela sufocou as duas crianças enquanto elas dormiam, na quarta-feira (4).
Depois, segundo a investigação, a mulher colocou os corpos dos filhos no carro e percorreu cerca de 145 quilômetros até estacionar próximo à ponte. Veja o trajeto na imagem acima.
A apuração mostrou que ela escolheu aquele lugar por ser perto de Itambaracá, porque familiares moram na cidade e seria possível que eles buscassem os corpos.
Áudios enviados a familiar
Mãe suspeita de assassinar filhos de 1 e 5 anos no Paraná mandou áudio antes de ser presa
Antes de ser presa, Franciele enviou áudios a um familiar dizendo que havia deixado o veículo estacionado perto do Rio das Cinzas, na PR-436, com os corpos dos filhos.
"Então, eu deixei aberto. Tá bom? Aí você manda alguém vir. Vem socorrer eles [crianças] aqui", falou na gravação.
Ouça no vídeo acima.
Como crianças foram encontradas
Corpos das crianças estavam dentro de carro abandonado em ponte.
Cléverson Rodrigues
As crianças foram localizadas pela polícia na quarta-feira (4), dentro do veículo estacionado perto do Rio das Cinzas, na PR-436.
O local fica perto da ponte que divide as cidades de Bandeirantes e Itambaracá.
Prisão e confissão
Corpos estavam em carro abandonado na rodovia
Cedidas/Cleverson Rodrigues
Franciele foi localizada horas depois, perto de um pesqueiro da região, e foi presa em flagrante por homicídio. A Polícia Militar (PM-PR) recebeu a denúncia de pessoas que a viram.
O delegado disse que, no momento da prisão, ela confessou o crime aos policiais militares. Depois, conversou com ele na delegacia e voltou a dizer que havia cometido o crime.
"Ela [Franciele] quis conversar, e eles [policiais militares] fizeram um vídeo. Ali, ela narrou que tinha realmente, de forma mais evasiva, disse que teria tirado a vida dos filhos em Arapongas. Depois trouxe para cá, onde ela teria os familiares que poderiam fazer a retirada dessas crianças", o delegado disse.
Briga pela guarda dos filhos
Os pais estavam em uma disputa judicial pela guarda das crianças, de acordo com o delegado.
Atualmente, o pai das crianças mora em Itambaracá, enquanto a mãe mora em Arapongas. No entanto, ainda não há confirmação oficial de que o crime tenha sido motivado pela disputa judicial.
"A motivação, até foi nossa principal vertente [de investigação], foi de uma tentativa de não permitir que o pai tivesse qualquer contato com essas crianças, vivas ou mortas", informou o delegado.
O que a defesa diz
A defesa de Franciele informou que a suspeita colabora com as autoridades. Confira:
"A assessoria jurídica da acusada, FRANCIELE GAWLETA, vem, diante dos noticiários veiculados pela imprensa, esclarecer que os acontecimentos estão sendo apurados no devido processo legal, oportunidade em que todas as alegações serão devidamente contraditadas e comprovadas, com base na verdade real e nos elementos constantes dos autos.
A Sra. Franciele tem total confiança nas instituições e no Poder Judiciário, bem como presta seu compromisso com a cooperação integral face às autoridades competentes.
Salientamos que precipitadas conclusões emitidos neste momento revelam-se prematuras, especulativas, temerárias e prejudiciais aos direitos fundamentais da personalidade e à garantia constitucional da presunção de inocência.
Por fim, a defesa permanece à disposição da imprensa séria para prestar os esclarecimentos que forem cabíveis, dentro dos limites éticos da advocacia e do sigilo processual".
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